Meu Deus, por quanto tempo eu andei nas trevas? Me acreditei sem poder para mudar o tormento que estava dentro de mim. Finalmente tirei parte desse peso. Me sinto capaz de orar e de enxergar melhor. Decidi escrever uma carta pedindo auxilio à Aldinha. O socorro veio a cavalo. Os pesadelos pararam de me perturbar até mesmo durante o estado de vígilia! Tenho medo de que eles voltem, mas pelo menos tenho mais força dessa vez. A oportunidade de trabalho no bem também apareceu por causa das preces fervorosas dela e às minhas (fracas até entao, mas mesmo assim de pedido de misericórdia). Tenho que admitir que as vezes acreditamos que basta pedir ajuda ao médium e orar(bastante) junto com ele que a solução vai vir através de um fenômeno/revelação, entretanto ela vem de forma sútil.

hifas:

I Have No Issues (2008) by Kelly Mark

hifas:

I Have No Issues (2008) by Kelly Mark

rcruzniemiec:

René Magritte Museum
Photograph by gbastiani. 

 

 e Desde então, não teve nenhum dia que eu não tentasse esquecer você!

 

  Nobody’s under my skin to know which nightmare I live everyday

 E a cada dia que eu morrer espero que você morra!
Preciso reaprender a viver, pra te esquecer!

E a cada dia que eu morrer espero que você morra!
Preciso reaprender a viver, pra te esquecer!



Ripping my heart was so easy, so easy. One word and it’s over.
Dropping your bombs now on all we built. How does it feel now to watch it burn?                Raise your weapons.


Ripping my heart was so easy, so easy. One word and it’s over.

Dropping your bombs now on all we built. How does it feel now to watch it burn?

                Raise your weapons.




  

     

Diário de uma tarefeira do Quilo

  Um ano átras eu fazia mais uma Campanha do Quilo, como outra qualquer. Mas não era. Naquele dia eu fazia dupla com a Jacque até o Dudu chegar e resolver pela primeira vez na vida fazer a tarefa. Então ele fez dupla com a Jacque. Logo, fui fazer com a Diana. Lembro que na época estava mesmo querendo fazer com ela, porque era a única pessoa com quem eu não havia feito ainda e eu a admiro muito. 
  Na São João Evangelista, deixamos as doações na entrada de um prédio e subimos num apartamento para receber outras. Ela disse que a espiritualidade olhava nossas sacolas. Achei aquilo legal; nunca havia parado para pensar naquele auxílio invisível. Conversávamos sobre nutrição, posteriormente, sobre amor. Naquele período eu passava por mais uma desilusão amorosa; dessa vez um evangélico havia balançado meu coraçãozinho. E ela me aconselhava quanto a dificuldade do desenvolvimento de um relacionamento com um irmão de crença tão diferente. A Razão já havia aceitado esse conselho há tempos, mas o coração não. Quando essa conversa terminou, estávamos no final da Mar de Espanha, onde um morador nos pediu para subir para pegar as doações. Ele nos convidou a entrar para pega-las nos fundos da casa. Quando nos demos conta, já estávamos numa parte “mocada” da casa e se tivesse mais alguém, poderia muito bem nos trancar lá. Ele procurava demoradamente as supostas coisas para nos dar em um quartinho de “Vale tudo”. Eu e a Diana trocávamos olhares naqueles minutos seculares. Novamente ele nos convidou a buscar as coisas, mas dessa vez no quarto dele. O seguimos até a sala, e quando ele foi para o quarto, fomos para o hall dizendo que esperávamos lá fora mesmo. Ele nos olhava com olhos arregalados e nos convidava a entrar incessantemente, inclusive para ajuda-lo a colocar roupas em sacolas. Nós falávamos que não precisava porque tínhamos a nossa, mas ele continuava a insistir. Depois de um bom tempo, conseguimos sair de lá. Sei que acreditei na espiritualidade maior o tempo todo. A Diana estava com muito medo. Ela nem imagina a confiança que ela mesma me inspirou desde o começo da campanha ao falar do auxílio das forças invisíveis. A situação era de perigo, mas eu estava em tarefa, confiava muito na assistência espiritual. O fato de o Dudu ter aparecido para trabalhar com a gente justo naquela vez, foi sem dúvida, uma prova das mãozinhas invisíveis. O que teria acontecido com a Diana se ela tivesse subido lá sózinha?

   Depois dessa vez, só fui fazer campanha com ela há uns 3 meses. Nesse dia  cheguei atrasada. Daí fui fazer trio com ela e com a Jacque que entrou num apartamento, enquanto nós continuamos tocando interfone. Até que fomos chamadas por um morador do Morro do Papagaio a receber doações de uma mercearia. Ficamos receosas, mas ele falou: “gente, não tem perigo em chegar na entradinha da favela não..”. Então fomos adentrando mesmo a ruela, que só tinha homens. Novamente eu e Diana trocamos olhares e ainda complementei: “Já viu esse filme antes?”. Não queria parecer preconceituosa. Ocorreu tudo bem, todavia, não foi uma situação tranquila.
   Para completar o pacote, a Di contou que antes de eu chegar, um morador do prédio que elas estavam tocando chegou trêbado e disse que queria fazer uma doação: de amor e carinho, portanto era para a Di ir ao apartamento dele. Conclusão e regra da Campanha: as duplas devem ser de casais sempre.

  Domingo passado, eu e as meninas da campanha fofocavamos sobre nossas vidas amorosas no niver do Edu. Quando a Di perguntou sobre a minha, respondi que ela nem ia querer saber, pois era só tragédia. Falei por alto o que me afligia o coração e me levou a beber muito, e posteriomente ser dopada e abusada. Falei que acreditava ter expiado. A Denise discordou porque bebi, logo, passei por algo que poderia ter evitado. Enquanto a Diana concordou comigo, por causa dos acontecidos na campanha e ainda disse que eles eram como um aviso: “Filha, fica esperta!”.
  O pior é que concordo com as duas. Esse dilema dos pontos de vista sempre invade meus pensamentos. Claro que hoje estou bem melhor. Quem sabe da trama até se surpreende com a minha recuperação. Eu tenho o privilégio do esquecimento a meu favor e sou muito protegida. Contudo não posso negar que diariamente penso como poderia ter sido diferente se eu tivesse realmente assumido o compromisso de Renúncia a que me dispus na COMEBH, na palestra da Luciana, e que ainda fui relembrada na feira da Boa Nova com outra palestra dela e com o reencontro de um amigo da COMEBH, Éric. Além disso, o Dudu falava que não adiantava mudar de país sem mudar de sintonia, que eu iria continuar encontrando os mesmos problemas. Isso era mais uma coisa que a cabeça tentava por em prática, mas o coração não deixava. Enfim, basta um toque da tentação para que a invigilância arrase o que os séculos levaram para contruir.

 

# Renúncia

-amemos os trabalhos de nossa estrada, por mais duros que nos pareçam. Jamais construiríamos um ninhos de ventura e de paz, na árvore do crime. Deus nos dará coragem nesta fase difícil. A existência na Terra não constitui a vida em sua expressão de eternidade. Quando o senhor desatar os laços a que te prendeste num impulso muito natural e humano, encontrarás de novo meu coração… A esperança é invencível, Carlos. Toda inquietação, toda amargura, chegam e passam. A alegria e a confiança no porvir eterno permanecem.

  

. As vezes me pego pensando que a vida está sem sentindo e o que mais me assusta é a minha falta de esperança. Estou num momento de desilusão profunda.
Por quê duas pessoas que se gostam têm que fingir que não está tudo bem, que elas não conversam, e pior, é que elas acabam não conversando. As coisas se tornam bem diferentes do que já foram um dia. Nesse momento de dor e de falta de esperança, eu queria, eu precisava de você.